Conspirações, o Cartel e a Divisão.




Você acredita em conspiração?



Segundo o dicionário, conspiração é uma trama, um conluio, um concurso de causas ou circunstâncias. Conspirar vem do latim “conspirare”, que significa literalmente trabalhar coletivamente para obter um fim. Na prática, um grupo de pessoas ou de organizações manipula um evento ou vários eventos para obter um determinado resultado. Desde os primórdios da história, há conspiração. Para confirmá-la é necessário que haja uma teoria supondo que um grupo de conspiradores está envolvido em um plano e suprimiu a maior parte das provas, até mesmo seu envolvimento nele.
Todos os dias há dezenas, centenas, milhares de conspirações de maior ou menor relevância sendo executadas em todo o mundo. Também são chamadas de encobrimento, pois são secretas e escondidas do domínio público. Muitas já foram identificadas e provadas. Uma vez demonstrada, uma conspiração deixa de ser uma teoria. Assim, as teorias da conspiração estão necessariamente por confirmar. E as causas dos acidentes e mortes de vários pilotos na WRL ainda estão por se confirmar.

A World Race League é um esporte marcado pela velocidade e pelo barulho. Os carros voam nas retas e os motores roncam alto. No entanto, as investigações sobre a morte de vários pilotos nas ultimas décadas associaram barulho à vagarosidade e silêncio à velocidade. Muito foi dito, mas a justiça à medida que considerava alguém culpado o absolvia logo adiante. A discussão se alastrava, inquéritos eram arquivados e reabertos muitas vezes, provas foram ocultadas e ninguém foi para a cadeia. Hoje, todos estão de boca fechada, tentando jogar pás e mais pás de cal sobre esses assuntos.

Mas qual é o real motivo disso tudo?

O Cartel

Se você perguntar para qualquer piloto da WRL se ele já teve contato com “O Cartel”, você terá duas reações distintas: Ele pode rir na sua cara ou lhe olhar de forma muito séria, mas, seja qual for a reação, ninguém, nenhum piloto, jamais dirá que o Cartel existe, ele é como a bruxa da lenda: ninguém acredita, mas ele existe, sim, ele existe.
O Cartel é uma gigantesca máfia composta, por grandes homens ligados ao automobilismo, membros de casas de apostas ao redor do mundo e diretores das grandes empresas que comandavam a FRE antes da aparição de Al Fayed.

O Cartel é o responsável por todas as “teorias da conspiração” que surgem vez ou outra na WRL. São eles que controlam as corridas da WRL e escolhem seus vencedores e os países campeões. Suspeita-se que o Cartel exista desde o inicio da WRL, mas que passou a ter a forma atual quando o Sheik Muhhamad Al Fayed assumiu o controle da FRE e criou a WRL, e que seus dirigentes e membros diretores das equipes sejam todos membros deste grupo.

Com a crescente popularização da World Race League na década de 1970 promovida por Al Fayed, o poder do Cartel cresceu cada vez mais e ele passou a negociar a “venda” o campeonato para o governo do país participante que pagasse mais, além de escolher o piloto que seria campeão, ganhando grandes somas de dinheiros com as apostas. Para conseguir tudo isso, as armas do Cartel são o suborno, chantagens, ameaças e até, segundo alguns, sabotagens e assassinatos. Além disso, muitos pilotos no grid da WRL são contratados pelo Cartel para fazer seu jogo sujo dentro das pistas e fazer frente aqueles que não aceitam as suas ordens.

Talvez, o primeiro piloto que tenho descoberto as ações do Cartel, tenha sido Jimmie Stervert, quando passou a cobrar mais segurança nas corridas, evitando assim a morte de muitos pilotos, que eram constantes na década de 1970. Não querendo gastar o dinheiro que ganhavam com as corridas, os membros da WRL ligados ao Cartel começaram uma campanha de difamação contra Stervet, dizendo que se ele era covarde para correr na WRL, que ficasse em casa, mas o que eles realmente temiam era que as ideias de Stervert fizessem eco em outros pilotos passando a fazer também exigências, o que acabou acontecendo com a criação da Associação de Pilotos, e durante muito tempo, o Cartel tentou eliminar os pilotos ligados à associação e seu lideres, principalmente Stervert. Muitos pilotos morreram nas pistas e fora delas, mas Stervert conseguiu sobreviver aos vários acidentes e atentados, pois contava com uma poderosa aliada que o ajudava em sua cruzada.

Hoje, suspeita-se que quase todos os donos de equipe da WRL, empresários, pilotos e muitos outros que pertençam ao Circo, façam parte do Cartel, E todos sabem da sua existência e dos meios misteriosos e criminosos utilizados pelo Cartel para alcançar seus objetivos.
Contudo seus anos de controle da World Race League estão com os dias contados, pois suas manipulações chamaram a atenção daquela que era a aliada de Stervert na década de 70: A INTERPOL, que após as grandes tragédias de 1994, criou uma divisão especial de investigação para encontrar e punir os membros do Cartel por seus crimes.

A Divisão de Investigação de Crimes em Corridas.

A D.I.C.C. é uma divisão da Interpol que foi criada no inicio da década de 90 para investigar os crimes cometidos pelo Cartel nas corridas da WRL.

Na década de 1970, o piloto que não estivesse a favor do Cartel, obviamente era visto como um obstáculo, o que tornava seu oficio muito perigoso. Afinal muitos pilotos trabalhavam para o Cartel e não tinham medo de causar acidentes para tirar das pistas àqueles que eram contra as ordens daqueles que controlavam as corridas.

Acidentes e crimes, dentro e fora das pistas, foram denunciados a Interpol pelo piloto Jimmie Stervert que queria aumentar a seguranças nas corridas pressionando os diretores da WRL e que vinha sofrendo ameaças por conta disto. Diante da denúncia, a Interpol enviou um grupo de agentes para investigar a WRL e a suposta falta de seguranças nas pistas de corrida. Mas seus agentes foram mais fundo em suas investigações, acabaram por descobrir o verdadeiro motivo por trás dos acidentes: O Cartel.

Do grupo inicial de investigadores enviados pela Interpol, nenhum sobreviveu, com o controle quase absoluto da WRL, não foi difícil para o Cartel descobrir os agentes da Interpol infiltrados e quando eles eram descobertos, eram capturados e torturados para falarem sobre as investigações, e depois desapareciam ou eram assassinados.

Contudo, após as grandes tragédias de 1994 que levaram a morte dos dois pilotos brasileiro, o jovem Telles na corrida e o Tricampeão Milton Silva, ficou claro para a Interpol que algo deveria ser feito contra o Cartel e que colocasse um fim definitivo em suas atividades. Para isso a Interpol criou A Divisão de Investigação de Crimes em Corridas, a D.I.C.C.

Nestes mais de 20 anos, a Divisão esteve muito perto de descobrir os grandes lideres do Cartel, contudo, no fim das investigações, acabava sempre com um “peixe pequeno” em mãos, alguém que não tinha nenhuma ligação com o Cartel, ou com os crimes, mas que acabava por assumi-los em troca de grandes somas de dinheiro.

Nos últimos anos, entretanto, a Divisão mudou seus métodos de investigação, ajudados por um poderoso membro da WRL, ela conseguiu infiltrar agentes em quase todas as equipes da WRL e passou a recrutar pilotos e treiná-los como agentes especiais para conseguir provas das ações do Cartel sem levantar suspeita.
Hoje a Divisão conta com alguns pilotos que trabalham como seus agentes, combatendo o Cartel de dentro e rumores falam da existência na WRL de uma equipe inteira formada por agentes da Divisão.

Postar um comentário

0 Comentários